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Resposta curta
Candace Owens foi literalmente coroada como a “Antissemita do Ano”. Seu histórico é um coquetel tóxico de antissemitismo, que vai desde a mitologia medieval da bíblia de sangue, incluindo alegações de que os judeus bebem sangue cristão, até conspirações que retratam os judeus como pedófilos que comandam a mídia e estão “tomando conta dos Estados Unidos”, tudo envolto na moderna histeria anti-Israel. Essas posições são tão grotescas e irracionais que nenhuma pessoa informada com um cérebro funcional poderia levá-las a sério.
Na era dos algoritmos, as mentiras ultrapassam os foguetes, e Owens transformou isso em um modelo de negócios, tornando-se um amplificador de propaganda confiável para o Hamas e ainda mais lucrativo para si mesma. Você só tem a ganhar, mas não para quem tem o lobo frontal funcionando.
Resposta longa
Candace Owens foi literalmente coroada como a “Antissemita do Ano”. Seu histórico é um coquetel tóxico de antissemitismo, que vai desde a mitologia medieval da bíblia de sangue, incluindo alegações de que os judeus bebem sangue cristão, até conspirações que retratam os judeus como pedófilos que comandam a mídia e estão “tomando conta dos Estados Unidos”, tudo envolto na moderna histeria anti-Israel. Essas posições são tão grotescas e irracionais que nenhuma pessoa informada com um cérebro funcional poderia levá-las a sério.
Candace Owens não “se tornou” antissemita de repente. Sua adesão à retórica antissemita de extrema direita vinha crescendo há anos, desenvolvendo-se lentamente em uma visão de mundo tóxica e coerente. Seu deslize se transformou em queda livre após 7 de outubro de 2023. Quando o Hamas massacrou mais de 1.200 israelenses – estuprando, torturando, sequestrando crianças e queimando famílias vivas – Owens respondeu acusando Israel de “punição coletiva” e insistindo que a mídia ocidental estava escondendo “crimes israelenses” inexistentes.
Desde então, ela tem agido como uma antissemita desenfreada e sem remorso, deliberadamente cega à realidade documentada. Ela circula clipes não verificados e pontos de discussão partidários como “evidência”, ignorando a execução de civis pelo Hamas, suas redes de túneis sob hospitais e escolas, seu roubo sistemático de ajuda e o uso de crianças como escudos. Ela rejeita os avisos de evacuação de Israel, os corredores humanitários e a coordenação sem precedentes com grupos de ajuda. Toda a sua produção é construída em torno da descoberta de novas maneiras de demonizar Israel.
O que torna isso perigoso é seu alcance. Owens tem milhões de seguidores que a veem como uma autoridade em um cenário que eles acreditam estar repleto de “notícias falsas”. Para muitos, ela é o único contato que têm com o conflito.
Israel já enfrentou inimigos muito piores do que os influenciadores on-line. Mas, na era do algoritmo, as mentiras podem ultrapassar os foguetes – especialmente dentro das câmaras de eco da extrema direita e da extrema esquerda. Owens percebeu isso e monetizou, transformando-se em um megafone para a propaganda do Hamas e uma fonte virulenta de desinformação. É um ganho para ela e para o Hamas, e uma perda para qualquer pessoa que se preocupe com a verdade, a realidade ou a sanidade básica.
