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Resposta curta
Israel não libertará Marwan Barghouti, e não é difícil entender por quê. Barghouti é um terrorista condenado que cumpre cinco sentenças de prisão perpétua mais 40 anos adicionais por dirigir uma série de ataques mortais a ônibus, restaurantes e civis durante a Segunda Intifada, com amplas evidências que o ligam a vários assassinatos. Sua prisão se baseia no envolvimento comprovado em violência orquestrada, não em discordância política.
No entanto, agora ele está sendo anunciado como “o Mandela palestino”, como se um slogan e uma campanha de lobby financiada por grupos políticos estrangeiros pudessem apagar um histórico de terrorismo. A comparação é absurda: Nelson Mandela rejeitou ataques a civis e buscou a coexistência, enquanto Barghouti endossou repetidamente a violência armada como a única estratégia legítima contra Israel. Nada do que ele disse na prisão indica que ele renunciou a essa posição ou abandonou o apoio ao terrorismo.
É exatamente por isso que Israel se recusa a libertá-lo, porque nenhum Estado responsável liberta um assassino em massa condenado que ainda endossa a violência simplesmente para satisfazer a pressão ou a propaganda estrangeira.
Resposta longa
Não se deixe enganar pela campanha bem financiada que afirma que “Barghouti é o Mandela palestino”. A comparação é uma farsa. Nelson Mandela era um prisioneiro político que, mesmo como líder de uma resistência armada, rejeitava publicamente alvejar civis e insistia em evitar a perda de vidas. Barghouti, por outro lado, é um assassino condenado por todos os padrões legais internacionais, cumprindo cinco sentenças de prisão perpétua mais 40 anos por sua participação direta em vários assassinatos e tentativas de assassinato durante a Segunda Intifada. Ele foi considerado culpado de orquestrar, dirigir e financiar ataques terroristas mortais em ônibus, restaurantes e espaços públicos. Sua prisão está fundamentada em provas contundentes de violência, não de política. E nada do que ele disse na prisão sugere que ele tenha abandonado essa visão de mundo.
Então, por que o esforço agressivo para rebatizar um militante condenado por assassinatos de civis como um herói político? Porque isso serve às estreitas lutas pelo poder palestino e aos interesses do Hamas. A longa prisão de Barghouti o transformou em uma figura simbólica dentro do Fatah, e muitos o veem como um possível sucessor de Mahmoud Abbas que poderia unificar um movimento fragmentado. O Hamas quer que ele seja libertado porque sabe que o Fatah está fraco e dividido e porque a popularidade de Barghouti poderia desestabilizar a Autoridade Palestina, especialmente porque Abbas se opõe a ele e já escolheu seu sucessor preferido. O Hamas também quer apresentar sua libertação como uma “conquista nacional” da guerra que iniciou e porque o apoio de longa data de Barghouti à luta armada se alinha mais estreitamente com a ideologia do próprio Hamas. Alguns no Ocidente até imaginam que um “líder forte” como Barghouti poderia ajudar a estabilizar Gaza ou reavivar a diplomacia. Mas essa fantasia não tem base na realidade. Barghouti não tem controle sobre o Hamas ou a Jihad Islâmica Palestina e não pode impor a autoridade da AP em Gaza, mesmo que quisesse. Seu status simbólico dentro do Fatah não lhe dá o poder de tomar ou impor as decisões difíceis que qualquer acordo de paz genuíno exigiria.
Marwan Barghouti não é Mandela, e libertá-lo não traria paz. Isso trairia as vítimas dos ataques que ele ajudou a organizar e enviaria uma mensagem de que o terrorismo em massa pode ser recompensado com poder político, afastando israelenses e palestinos de qualquer futuro viável. É por isso que Israel não o libertará, pois nenhuma nação comprometida com a proteção de seus cidadãos liberta um arquiteto do terror impenitente simplesmente para satisfazer narrativas políticas ou ilusões.
