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Resposta curta
Quando a atenção e a indignação se tornam o produto, alguns influenciadores abandonam qualquer pretensão de verdade e mentem abertamente enquanto promovem o ódio para manter os cliques. Em seu auge, o podcast Fresh & Fit, apresentado por Myron Gaines, alcançou mais de 1,5 milhão de assinantes e ultrapassou todas as linhas vermelhas imagináveis. Os convidados elogiavam Adolf Hitler como “tentando salvar o mundo” e pediam abertamente para matar judeus, enquanto os apresentadores riam, incentivavam ou ficavam em silêncio cúmplice enquanto o incitamento era transmitido. O programa foi ainda mais longe, promovendo a negação e a minimização do Holocausto: câmaras de gás descartadas como “questionáveis”, cremações consideradas “impossíveis” e sobreviventes difamados como não confiáveis.
As afirmações de Gaines não são novas nem inteligentes, elas são extremas por design, otimizadas para se espalhar rapidamente entre o público mais jovem, convertendo choque em engajamento e monetizando o antissemitismo ao transformar ignorância e ódio em lucro.
Resposta longa
Myron Gaines é um cínico comerciante de indignação que aprendeu que a raiva atrai a atenção e o ódio se espalha rapidamente. Não se deixe enganar por seu tom confiante quando ele fala sobre a história ou o poder dos judeus. Ele não tem formação jornalística, nem treinamento ou credenciais acadêmicas, e demonstra pouca compreensão dos fatos por trás de suas afirmações. Sua formação educacional não é clara, e ele não confirmou publicamente que concluiu um curso universitário. Remova a arrogância e a confiança, e o que resta é o vazio intelectual apresentado como agressão. Desde o verão de 2023, Gaines adotou abertamente uma retórica antissemita e se alinhou com narrativas nacionalistas brancas, uma contradição perturbadora para um homem negro que deveria entender aonde leva a desumanização.
Gaines construiu seu público por meio do podcast Fresh & Fit, que tem se voltado constantemente para a política de reclamações e a cultura da conspiração. Nesse ambiente, a indignação recompensa seu pior comportamento e a ignorância é apresentada como coragem. Suas repetidas afirmações falsas atraem cliques de espectadores mais jovens de forma confiável. Nesse espaço, o antissemitismo não precisa de planejamento para funcionar. Ele só precisa ser tratado como normal e desculpado como “conversa”.
Em seu auge, o Fresh & Fit ultrapassou 1,5 milhão de assinantes e provocou uma reação internacional após episódios em que os convidados elogiavam Adolf Hitler como “tentando salvar o mundo” e pediam a morte de judeus, enquanto os apresentadores riam, incentivavam a discussão ou permaneciam em silêncio enquanto o incitamento era transmitido. O programa também apresentou a negação e a minimização do Holocausto, questionando as câmaras de gás, alegando que as cremações eram “impossíveis” e retratando os sobreviventes como não confiáveis.
O YouTube acabou desmonetizando o canal depois de repetidas violações, forçando-o a entrar em plataformas marginais como o Rumble, onde o antissemitismo é abertamente monetizado, alimentando a indignação de públicos mais jovens e transformando o ódio em lucro.
